Pimenta Buena

Pimenta Buena

Pelotas/RS

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Release

Uma banda é semelhante a uma fogueira que ilumina e aquece quem está próximo e pode, a qualquer momento, se não houver cuidado, se apagar. Nascida na cidade de Pelotas ao sul do sul do país, a banda Pimenta Buena tem como essência principal a mistura de culturas e musicalidades entrelaçadas entre o antigo e o novo, o provinciano e o cosmopolita, transitando pelas nacionalidades brasileiras e uruguaias, numa fusão latino-brasileira com forte influência cultural enraizada no MERCOSUL. Em 2007 os gaúchos André Chiesa (bateria), Daniel Finkler (baixo) e João Corrêa (guitarra), uniram sua silhueta instrumental com vertentes inclinadas ao pop fusion e ao groove setentista com a poética hispânica do uruguaio Vicente Botti (vocal), surgindo ali, as nove faixas que mudariam o destino do grupo. Lançadas em internet em 2008 e em CD em 2009, as músicas caíram no gosto da opinião púbica proporcionando algumas oportunidades para alavancar o projeto, conceituado, desde um primeiro momento na estética de Ramil, e na cidade de Pelotas como pano de fundo e cenário mais importante. Entre as canções do álbum La dueña de la Calle, Entre dos Soledades, Fogata, La hija de La Fortuna, e Um poco de tu Miedo, marcaram a identidade da banda, apresentando vanguardas ainda não experimentadas. Erudito, Lounge, Tango, Rock, e Funk, estilos compactos de uma sonoridade genuína de um intercâmbio de culturas na onda wordmusic. Dando continuidade ao projeto, em 2011 a banda lança através do PROCULTURA (lei de incentivo a cultura de Pelotas) o segundo álbum intitulado "Nada Original" no Theatro Guaraní (Pelotas) com lotação máxima, com participações de Vitor Ramil, Aloísio Rochemback e Eduardo Freda, credenciando ainda mais a Pimenta Buena como forte expoente local. Em destaque, músicas como Amar és, Solo un detalle e Indiferência, fidelizaram ainda mais fãs e abriram mais espaço no meios de comunicação naquele momento. Nesta nova etapa a banda lança seu terceiro disco, também através do PROCULTURA, desta vez sob a batuta de João Corrêa, um mergulho às cegas na identidade erudita e progressiva da escola de João, o guitarrista, a impertinência do baixo funkeado de Daniel, a selva de ritmos de André e o vinho tinto do tango da vida de Vicente. Este trabalho pode ser escutado e desmembrado de qualquer referência, mas o barato é garantido pela criatividade de cada um e o seu denominador comum, o amor à construção da música, Muitas coisas mudaram desde o nosso primeiro disco. A forma de gravar, nossa visão sobre o mundo e a música, nossas vidas, o mundo todo. Um novo disco. E aqui está a obra. Que, como tudo, se trata certamente, do trabalho mais técnico da banda, mais decidido. A decisão - gravar nosso terceiro disco e colocar mais lenha nessa fogueira que, afinal de contas, nos aquece ainda hoje, foi tomada. Esperamos que aqueça vocês também. Essa é a Pimenta Buena.