Orquestra de Violões de Brasília

Orquestra de Violões de Brasília

Brasília/DF

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Release

O GRUPO Um dia, um certo violonista e professor da Escola de Música decidiu reunir alguns alunos para experimentar e pesquisar as possibilidades do violão. O ano era 1991. A idéia de Jaime Ernest Dias teve, logo de início, apoio de outro mestre das cordas, Paulo André Tavares. Sob a batuta dos dois, um único instrumento se multiplicou em inúmeras vozes, encontrou as harmonias tantas da mistura de ritmos e estilos e fez surgir uma nova linguagem. A disciplina música de câmara/formação de conjuntos foi o berço da Orquestra de Violões de Brasília. O Grupo cresceu, rompeu os limites da sala de aula, da escola e se consagrou como parte da história musical de Brasília. Em vinte sete anos de estrada, a Orquestra aprendeu bem mais que o Samba de uma Nota Só, revisitou Tom Jobim, Pixinguinha, Beatles, Piazzolla, também Telemann, Ravel, Villa-Lobos e vários outros. Das influências renascentistas ao encontro com o contemporâneo, a Orquestra está sempre renovando o repertório, compondo peças próprias e buscando outros sons. O Grupo já teve outras formações, mas sempre preservando a estrutura de quatro naipes, agora conta com o talento de 16 violonistas; um time afinado com as várias tendências do universo instrumental e que faz da paixão pela música o alicerce de um trabalho que já rendeu bons frutos. O PRIMEIRO DISCO Em agosto de 1997, o Auditório do Memorial Juscelino Kubitschek foi palco de um esforço de três madrugadas intensas de trabalho: nascia “Contrastes”, resultado de seis anos de pesquisas e andanças pelos palcos, não só brasilienses. O CD independente, lançado em setembro de 1998, revela a versatilidade de várias impressões musicais fundidas na mais completa harmonia vinda dos dezesseis violões. No encontro do erudito com o popular, de tempos tão distantes e tão próximos, “Contrastes” vai das danças Renascentistas de Michael Praetorius ao choro irreverente de Pixinguinha. Traz ainda composições próprias e até o recado caboclo de um José Melo, músico-poeta da Orquestra, que dá nova roupagem ao clássico sertanejo “Tristeza do Jeca”. São dezoito faixas com arranjos muito bem cuidados. Talento reconhecido pelo público e pela crítica especializada. Na edição de junho de 2001, a revista “Guitar Player” (Brasil) analisa o trabalho da Orquestra: “... Em Contrastes, da Orquestra de Violões de Brasília, ouve-se música elaborada com competência...”. O NOVO CD Cinco anos após o lançamento de “Contrastes”, a Orquestra de Violões está com mais um disco saindo do forno. Depois do jejum de tanto tempo os fãs do grupo vão poder agora se deliciar com as treze faixas do mais recente trabalho, o CD exclusivamente dedicado à música brasileira, que reúne, além das sete composições de integrantes da Orquestra, arranjos próprios em uma nova viagem pela diversidade sonora dos violões. “À Moda Brasileira” é um prato cheio para os amantes da boa música. Mistura na medida certa todos os ingredientes necessários de uma receita que não podia dar errado exatamente porque coloca no mesmo caldeirão todos os temperos rítmicos dessa nossa brasilidade e ainda uma pitada de bom gosto. No cardápio musical: Heitor Villa-Lobos, Egberto Gismonti, Ernesto Nazareth, Pixinguinha e a já conhecida irreverência da Orquestra de Violões. O disco foi gravado no Espaço Cultural Anatel em apenas uma semana, sob os cuidados técnicos de José Luiz Costa (Gato) e Gustavo Cotomacci e editado, mixado e masterizado na “Cia do Gato” em São Paulo. E chega para brindar mais uma bela fase do trabalho desses instrumentistas. Ao público só resta agora o prazer de saborear esta nova aventura musical da Orquestra de Violões de Brasília.