Os Cabeloduro

Os Cabeloduro

Brasília/DF

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Release

A gente só se fode – 2016 Vivemos tempos estranhos, preocupantes, intolerantes. Vivemos tempos em que a máxima de todos os brasileiros trabalhadores, honestos e lutadores permanece intacta: a gente só se fode! E este é o cenário ideal para o retorno de uma das bandas seminais do punk rock de Brasília, a capital federal! Após 12 anos sem lançar um disco, Os Cabeloduro estão de volta! Anárquicos, catárticos, escrachados e revolucionários como sempre! Com mudanças na formação que hoje em dia conta com Hélio Gazú (vocais), Guilherme (baixo), Ralph (guitarra) e Daniel Quirino (bateria), a banda apresenta seu novo trabalho. A Gente só se Fode! Faz uma alusão ao dia a dia dos brasileiros e suas dificuldades impostas pelo sistema caótico. Também faz uma brincadeira com a banda que nos últimos 27 anos de existência “só se fode por se posicionar de forma verdadeira num cenário musical hipócrita e desonesto”. Desenhada por Túlio Dourado Carlos (DFC), a capa é uma referência aos protestos de Baltimore (EUA), com a repressão policial aos negros americanos, assim como acontece no Brasil. “É nossa mensagem contra o extermínio da juventude negra nas periferias do Brasil”, afirma Gazú. As músicas seguem o mesmo tom: são gritos de protesto com pegadas sarcásticas sobre temas atuais: politica, alienação, violência urbana e drogas. Mas a também um pouco de humor, sexo, skate e bebedeiras. A Gente só se Fode! É um retrato do Brasil atual. A trilha sonora perfeita para esses tempos estranhos. Uma crítica aos políticos corruptos e reacionários que afrontam o estado democrático de direito; à cultura da meritocracia; aos alienados globais e o jornalismo tendencioso, aos hedonistas que só pensam em ter e se esquecem de ser; às relações virtuais e seus desejos mais obscuros; ao dia a dia dos que ralam demais e acabam se dando mal, sempre! E que termina com uma versão (?) da clássica “Águas de Março” com a temática do crack, uma “epidemia” que assola os jovens de todas as classes sociais, raças e credos! É o fim do caminho! É o fim dos tempos!